Cientistas acreditam que as "erupções" captadas em infravermelho marcam o retorno da listra desaparecida de Júpiter.A faixa perdida de Júpiter
Em maio deste ano, astrônomos amadores descobriram que Júpiter havia perdido uma de suas listras.
Agora, cerca de seis meses depois, a gigantesca faixa parece estar começando a reaparecer.
A imagem acima é uma composição de três imagens coloridas tiradas em 18 de novembro, pelo telescópio Gemini Norte, no Havaí. A imagem composta mostra os primeiros sinais da faixa que começa a se formar novamente.
As três imagens usadas foram captadas em três regiões diferentes do espectro infravermelho - 2,12 micrômetros (azul), 1,69 micrômetro (amarelo) e 4,68 micrômetros (vermelho).
Ao 1,69 micrômetro, os cientistas veem a luz solar refletida pela cobertura principal de nuvens de Júpiter - as mesmas nuvens que são vistas na luz visível.
Em 2,12 micrômetros, a imagem mostra a luz solar refletida por partículas de maior altitude, bem acima da formação principal de nuvens.
Em 4,68 micrômetros, é possível ver a emissão térmica resultante dos topos das nuvens de Júpiter, com as emissões mais quentes vindo da atmosfera mais profunda, onde há uma menor cobertura de nuvens.
Na região à esquerda do centro, dentro do quadro branco, é possível ver uma erupção atípica, muito brilhante. Outras erupções menores também já podem ser vistas.
"A razão pela qual Júpiter parece 'perder' essa faixa - que se camufla entre as faixas brancas ao seu redor - é a diminuição dos ventos de subsidência, que são secos e mantêm a região sem nuvens," disse Glenn Orton, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. "Uma das coisas que estávamos procurando em infravermelho eram indícios de que o material mais escuro que vem do oeste do ponto brilhante era realmente o início da limpeza na cobertura de nuvens, e foi precisamente isto o que nós vimos."
Esta cobertura de nuvens claras é formada por gelo de amônia, que é branco. Quando as nuvens brancas flutuam em uma altitude maior, elas obscurecem o material marrom que flutua em uma altitude menor.
Esta é a terceira vez que se registra o desaparecimento da faixa de Júpiter. O fenômeno foi observado pela primeira vez em 1973 e repetiu-se em 1990.


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